quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Quase deixei o espaço pra Os Paralamas falarem por mim. Mas não, aqui tem "Luiza diz:"

Eu digo: QUE DIA! - considerem que ainda é dia 16 para mim.



Aquelas ruas, cada passo, aquela casa. Aqueles olhos, aquela inocência. Estava pronta a guardar tudo aquilo num pacote e engavetar entre as lembranças. Estava pronta pra assumir que não estava pronta. E o fez. E nunca imaginou quão cortante seria rever olhos desapontados dentro dos seus olhos confusos e decididos. Estranho, mas com ela era sempre assim.
Com ela estava o erro. Mais uma vez assim. Menos uma chance.
Por quê preferir não apostar? Pra quê este medo?

E então, foi preciso chegar o frio do início do dia que não acabou para os olhos dela apertaerm forte e a gravidade praticamente sugar toda a água que ela tentava reter naqueles olhos tolos. Mais uma vez, ela pôde sentir o que era ter um coração contorcido.
E apesar de saber que perderia de novo e de novo para a "gravidade", foi esta a rota que ela escolheu. A outra rota.



um beijo para a minha testemunha, minha nana.

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